domingo, 6 de junho de 2010


O sol entrava pela janela, como um beijar de um rosto ainda adormecido, lentamente acorda com a investida dos raios que chocam com a escuridão.
Com os olhos já abertos olhou para um sol que ainda não brilhava pelo menos para ela. Naquele dia tudo continuava igual um quarto trancado num antes que não consegue ver o agora, as lágrimas marcam o dia normal inundado de perguntas sem resposta. Ela perguntava o porquê de toda aquela dor e o sol lá fora começara a brilhar talvez de uma forma como nunca havia feito desde aquele fatídico dia. Sentiu uma esperança a invadir aquele corpo mutilado e a acordar aquela esperança enfraquecida, lentamente caminhou em direcção a um espelho escondido no quarto virado ao contrário dentro de um armário. A coragem ia enfraquecendo a cada passo dado. Ao abrir a porta do armário o sol brilhou ainda mais... Ela sentiu que brilhou só para ela.
Olhou-se durante breves segundos, o silêncio superiorizou-se ao brilhar de um sol. As lágrimas começaram a escorrer mas desta vez de olhos abertos aos poucos e poucos poisou o espelho sem o virar ao contrário vestiu-se e saiu do quarto... sem o rasto de medo, sem a dor da ausência da esperança. Beijou os pais e o irmão e partiu em busca de uma vida que estava a perder. Naquela sala fechada sem janelas o sol também brilhou e iluminou as vidas que com ela se estavam a apagar.
Não poderia deixar que as circunstâncias ofuscasse o brilho do sol, tirando o que o ser humano pode fazer de mais bonito: sonhar!
Fizeste o sol brilhar pra mim, reconheço que Tu és o Deus da criação.

Um comentário:

  1. lINDO LINDO E LINDO. PARABÉNS AMIGA, POR TAIS PALAVRAS... VC ESCREVE MUITÍSSIMO BEM :D

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